Jornal O Fluminense, de Niterói, dá destaque ao cantor em entrevista no lançamento do CD em Niterói

Publicado em Jornal O Fluminense (http://www.ofluminense.com.br)


Aventura musical de uma estrela niteroiense


Por: Marcella Monteiro 12/12/2013


Depois da experiência na banda Capital S, o cantor e compositor Alex Crow lança, nesta quinta-feira, seu primeiro CD solo na cidade e comemora seu aniversário


Com interesse pela música desde os oito anos de idade e se apresentando desde os 16, o artista niteroiense Alex Crow mostra seu primeiro CD em carreira solo para todos os cantos do País. Na apresentação de hoje, na sua cidade natal, que acontece no restaurante Bemdito Steaks & Burgers, às 21 horas, o cantor e compositor também comemora seu aniversário na companhia de grandes amigos e fãs.“Será um grande encontro de amigos, fãs, novos ouvintes”, resume Alex. O álbum, que leva o nome do cantor, mostra as influências marcantes, que vão de Rita Lee a George Harrison, e apresenta um repertório recheado de composições próprias e versões inovadoras de nomes da música nacional e internacional. É rock, é pop, é soul, com o tempero especial da música brasileira.


Fale um pouco sobre a sua carreira. Quando e como despertou o interesse pela música?


Meu interesse despertou ainda no colégio, quando eu tinha 8 anos. Eu estava na segunda série do Ensino Fundamental, quando compus uma canção e cantei na frente de todos em plena sala de aula. Eu sequer tinha composto uma melodia, tinha apenas feito uma letra! Mas cantarolei na hora e todos os alunos aplaudiram, fiquei feliz e, dali em diante, não parei mais.


Quais foram as suas influências musicais?


Tive várias influências. Começando pelo meu pai, que tocava em conjuntos de “baile”, um excelente trompetista, além da minha falecida mãe que costumava ouvir muitas estações de rádio quando eu era pequeno. Me lembro de ouvir um pouco de tudo. Desde Elis a U2. Mais tarde, foi Beatles, Paul McCartney na fase do Wings, The Doors, passando pelo Lobão, Barão Vermelho, Tim Maia, entre outros.


Você está lançando o seu primeiro CD solo, como é o repertório? Alguma participação especial?


Eu considero um trabalho de pop rock, basicamente, com influências de todas as épocas a partir dos anos 60. Tem uma composição minha com o João Estrella (personagem real do filme Meu Nome Não É Johnny), uma regravação de Mania de Você, da Rita Lee e do Roberto de Carvalho. Mas a participação especial dos meus amigos, como o Rabicó, o Yuri Corbal, o Rodrigo Fiqueiredo, o Pedro Cruz, o Andre White, a Renata Machado, o Gabriel Borges, o Ge Fonseca e o Franklin Villaça foram fundamentais para esse disco tomar a forma que eu desejava, já que eu o produzi por inteiro.


As músicas são autorais? Se não forem, quantas são?


Tenho cinco composições no disco, mais uma em co-autoria com o João Estrella e o Rodrigo Figueiredo, que é a faixa Antes do Sol Nascer. Mais duas do Gabriel Borges, meu grande parceiro, uma do Benito Corbal e do Yuri Corbal e a da Rita Lee, num total de 10 faixas.


Qual a música de trabalho do CD?


Comecei trabalhando a faixa Quando Você Não Está Por Perto, que me identifico muito. A canção fala da questão universal que é o amor, aquele lance de você sentir que falta algo quando aquela pessoa que você gosta está longe de você. E a banda, afiadíssima, traz nuances do rock britânico que despontou nos anos 90/2000, com referências ainda dos Wings, de Paul McCartney, bem caprichada nos solos de guitarra. Começa bem pontual e vai crescendo, chegando ao clímax final com uma explosão de vocais.


Além das suas canções próprias quais são os artistas que você costuma interpretar?


Gosto muito de cantar George Harrison, Beatles, adoro o Frejat e o Oásis. Tem muita coisa que eu gosto de cantar e que vai sendo colocado nos shows.


Por que decidiu fazer carreira solo?


Era um sonho que eu tinha, colocar composições que não cabiam nas bandas das quais eu fiz parte. E quando você é independente, tudo é muito difícil. Tivemos muitas dificuldades quando lançamos o primeiro disco (na banda Capital S, da qual eu fazia parte). De lá pra cá, toquei muito na noite e o público, sempre quer ouvir a música “conhecida”. Eu sentia que já era a hora de parar tudo, focar no meu disco, nas minhas músicas, fazer um bom trabalho e lançá-lo. Por isso o fiz com tanto carinho e dedicação. A carreira solo te dá mais liberdade criativa, você pode procurar vários parceiros, é você que toma as decisões. Não é um processo fácil, mas te deixa mais livre sem sombra de dúvida. E é um desejo realizado: ter suas músicas, o seu jeito impresso em um disco.


Qual o repertório do show?


Além de grande parte das faixas do disco, teremos uma versão de Something, do George Harrison, que eu acho fantástica, outra versão especial para Don’t Look Back In Anger do Oasis.


Se apresentar para o público da sua cidade facilita?


Não sei se facilita, mas o fato de saber que farei um show para vários amigos já me deixa numa situação mais confortável (risos). Brincadeiras à parte, acho que cada show é uma situação diferente. Será a primeira vez que tocarei o meu trabalho solo em Niterói, então tenho que dar tudo de mim no palco e fazer um excelente show.


O Bemdito Steaks & Burgers fica na Avenida Quintino Bocaiúva, 217, São Francisco. Às 21 horas. R$25. Mais informações: 3619-7778. Marcella Monteiro O FLUMINENSE

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